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Em Pernambuco, Ciro descredencia Haddad: 'Quando ele vier saber onde é Salgueiro, acabaram os quatro anos'


O candidato à presidência da república Ciro Gomes (PDT), em agenda pelo Recife, fez críticas a Fernando Haddad, candidato pelo PT e que tem se mostrado a preferência dos pernambucanos nas pesquisas de intenção de votos. Segundo Ciro, o "amor ao Lula" se transformar em aposta em Haddad pode levar a um governo fraco, sem governabilidade e aponta para um candidato que desconhece o Nordeste e principalmente Pernambuco. "Dos 13 candidatos, sou o único que tem vida política no Nordeste. Isso é fato. Quando ele vier saber onde é Salgueiro, acabaram os quatro anos", declarou. As críticas se estenderam ao PT, inclusive na aliança com o governador Paulo Câmara (PSB), do partido que apoiou a retirada de Dilma em 2016. "O PT pensa primeiro no partido, depois no povo. O meu caso é o contrário", garantiu.

A agenda de Ciro Gomes no Recife começou com ato no Colégio Maria Auxiliadora e depois visitou o comitê do candidato a deputado federal Túlio Gadelha (PDT). O candidato ao governo de Pernambuco Maurício Rands (Pros) acompanhou a agenda. O ex-prefeito de Caruaru, José Queiroz (PDT), e o presidente nacional da sigla, Carlos Luppi, também participaram dos encontros.

Na lista de pontos elencados por Ciro para desconstruir a imagem de Haddad e do PT, citou que Lula é um fenômeno e que o PT utiliza desse sentimento do povo pra tomar atitudes equivocadas. "Eu tenho um profundo respeito pela história de vida do Lula, maior lider popular do país, que está na prisão, proibido de participar da eleição. Mas aí burocracia do PT aproveitando o carinho e a gratidão correta e justa que o povo brasileiro tem pelo Lula para fazer e acontecer. A última agora deles é indicar o Fernando Haddad, meu amigo, pessoa boa. Não tenho nada pra dizer da pessoa dele, mas a última experiência política dele não completou dois anos. Na disputa para a prefeitura de São Paulo, com apoio de Lula e meu, ele perdeu as eleições em todas as urnas da cidade. Dos ricos, da classe média e nas urnas de bairros pobres", destacou.

Segundo ele, fazer essa experiência com o Brasil nessa situação pelo amor ao lula, é um erro. "Eu acho que projetará para mais quatro anos essa confrotação, de ódio, que faz jovens brigarem de forma violenta e grosseira na internet e que tá dividindo familias. E a falta de governabilidade também. É a segunda indicação do Lula, que é sempre de boa fé, mas a gente viu o que ocorreu com a Dilma", destacou, estendendo as críticas ao PT.

"Eu fui convidado por Lula pra ser vice dele e cumprir esse papelão que Haddad está cumprindo, de querer ser presidente com procuração. Eu sou um democrata. É isso que o brasileiro quer? O Brasil não aguenta mais um presidente fraco. A diferença do PT para o PDT é que a gente não pensa no partido primeiro. Primeiro é a população", considera. "Lula é queridíssimo, mas a gente não está falando de afeição. Eu apoiei Lula nos últimos 16 anos todos os dias, sem faltar nenhum.

O governador Paulo Câmara apoiou o impeachment e depois convenceu a burocracia do PT e se aliou a Lula para tirar Marilia Arraes. É essa escola que Pernambuco quer?", questionou.

Diário de Pernambuco

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