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Professores de escola da zona rural participam de formação sobre Lei Maria da Penha

Marcos Silva

Em 7 de agosto de 2006, o então presidente Luís Inácio Lula da Silva sancionava a Lei Maria d penha, com o objetivo de punir os crimes contra as mulheres. Hoje, 12 anos após, a Lei é um marco no combate à violência contra o sexo feminino, punindo os agressores e ajudando a diminuir a incidência. Nesta terça-feira (7), se completou os 12 anos de implementação da Lei no Brasil.

Em Chã Grande, a data foi lembrada com uma formação, voltada para professores da rede municipal de ensino. Participaram os educadores da Escola Municipal Dr. José Rocha, em Lajedo Grande. Durante todo o dia, uma formação sobre a Lei Maria da Penha foi oferecida ao público, com a participação da Coordenadoria da Mulher, em parceria com a Secretaria de Educação.

A pauta de combate à violência contra as mulheres está em evidência em Chã Grande. O município tem sido atuante na luta. Tanto que realiza palestras e orientações regularmente, visando erradicar a prática. No mês de junho, por exemplo, a delegada Gleide Ângelo esteve em Chã Grande, palestrando sobre os vários tipos de violência doméstica.

No mês de julho, a Coordenadoria da Mulher, ligada diretamente à Secretaria de Desenvolvimento Social, organizou uma palestra sobre o tema na Unidade Básica de Saúde (UBS) de Malhadinha, na zona rural de Chã Grande. A ação contou com a parceria da Secretaria de Saúde, reunindo centenas de mulheres da região.

Números - Uma pesquisa realizada pelo instituto Datafolha, encomendada pelo Fórum Brasileiro de Segurança, publicada em 2017, mostrou que a situação em 2016 ainda era alarmante. Em todo o país, 503 mulheres sofreram algum tipo de agressão física a cada hora. O que representa que uma em cada três entraram nas estatísticas.

Ao todo, no ano base da pesquisa, 22% das mulheres foram ofendidas verbalmente, o que representa 12 milhões das mulheres brasileiras, 10% sofreram ameaças de violência física, 8% sofreram ofensa sexual, 4% receberam ameaça com faca ou arma de fogo, 3% sofreram algum tipo de espancamento ou estrangulamento, enquanto que 1% levou pelo menos um tiro de arma de fogo.

Apesar da divulgação cada vez maior da Lei Maria da Penha e de criação de delegacias especializadas no combate à violência contra as mulheres, a maioria das mulheres que sofreram algum tipo de violência preferiu se calar, de acordo com a pesquisa. Ao todo, 52% ficaram em silêncio, 13% preferiram o auxílio da família, enquanto que apenas 11% procuraram a delegacia da mulher.

Ajuda - Mesmo existindo delegacias especializadas pelo Brasil, o auxílio também pode ser encontrado nas delegacias comuns, presentes em todo o país. Além disso, as mulheres também podem encontrar o 180, que é o número voltado para o atendimento dos casos. O atendimento registra, segundo divulgação oficial, um relato de violência contra as mulheres a cada 3 minutos e 50 segundos em todo o Brasil.


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