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Ave, Júlio César!!! Com sofrimento e nos pênaltis, Brasil está nas quartas

Foi uma vitória sofrida. Marcada pelo domínio dos chilenos, muitas faltas e erros de arbitragem. Mas foi também a consagração do Camisa 1 da Seleção Brasileira. Durante o tempo regulamentar e a prorrogação, Júlio César fez belíssimas defesas. Na cobrança de pênaltis, fez ainda mais. Com o placar de 1x1 no tempo regulamentar e de 3x2 nos pênaltis, o Brasil se classificou para as quartas de final e joga contra a Colômbia na próxima sexta (4), às 17h, na Arena Castelão, em Fortaleza.

JOGO - Foi um primeiro tempo pegado. Prova disso é o número de faltas: 23 no total, sendo 14 do Brasil e 9 do Chile. Quem mais sofreu com a marcação, como já esperado, foi Neymar. Tanto que já aos três minutos o atacante foi calçado pelo zagueiro Mena e passou cerca de cinco minutos fora de campo, recebendo atendimento e reclamando de dores no joelho. Para alívio da torcida brasileira, esclarecida de que sem Neymar o time desandaria, o craque logo voltou a campo.

Considerando o duelo contra o Brasil um clássico, o técnico Sampaoli resolveu fechar a marcação com três zagueiros, além de Díaz e Aranguiz no meio-campo. À procura de espaço para atacar, os brasileiros precisavam investir nas jogadas aéreas, visto que a zaga do Chile é a mais baixa de todas as outras equipes deste Mundial.

E foi assim que o Brasil abriu o placar, aos 18 minutos. Após cobrança de escanteio pela esquerda, Thiago Silva desviou para dentro da área e, a princípio, acreditava-se que David Luiz tinha marcado seu primeiro gol pela Seleção. Mas foi com um toque do zagueiro Jara que a bola entrou.

Em desvantagem, o Chile continuou a marcar a saída de bola do Brasil e, aos 31 minutos, Hulk errou a devolução do passe ao lateral Luiz Gustavo e Sánchez pegou a bola. O atacante adiantou e mandou no canto direito de Júlio César.

Depois do empate, os brasileiros recuaram. Os chilenos, que já pareciam desacreditados na vitória, continuaram dominando a posse de bola, mas sem finalizações de perigo até o fim do primeiro tempo.

Na segunda etapa, mesmo com o embalo da torcida, o Brasil voltou mal. O time mostrava, mais uma vez, a falta de harmonia em campo e a dependência de Neymar que, muito marcado, pouco podia fazer. Aos 9 minutos, a seleção canarinho ainda chegou a comemorar um gol de Hulk, mas o árbitro anulou, alegando que o jogador tinha dominado a bola com a mão.

Dez minutos depois, Júlio César brilhou com uma bela defesa que quase deu uma virada no placar. Aránguiz, livre dentro da área, recebeu pela direita e mandou rasteiro, mas o goleiro estava bem posicionado.

Para o Chile, era uma grande partida. Sendo o único erro da defesa o gol do Brasil, os zagueiros tinham um desempenho eficaz, anulando Hulk no segundo tempo e marcando Neymar. Mais à frente, Sánchez e Vidal davam trabalho aos brasileiros.

Com uma péssima atuação no segundo tempo e minutos de sufoco na etapa final, o Brasil, quase que por milagre, conseguiu segurar o empate e levar o jogo à prorrogação. Era esperado que Felipão fizesse alguma mudança que influenciasse no meio-campo, anulado pela marcação chilena e por uma atuação apagada de Oscar.

Nos primeiros quinze minutos da prorrogação, o jogo parecia mais equilibrado. O Brasil chegava mais ao ataque e o Chile parecia deixar o tempo passar, esperando apenas uma oportunidade para contra-atacar.

Depois, La Roja preferiu ganhar tempo. A cada cinco minutos um chileno caía em campo alegando dores ou cansaço físico. Os brasileiros iam levando o jogo à base do nervosismo, insistindo nas finalizações e sofrendo com cada um dos poucos chutes a gol que os chilenos arriscavam. Um deles foi aos 14 minutos, quando Pinilla carimbou a trave de Júlio César, mas o jogo terminou mesmo no 1x1.

Antes da cobrança de pênaltis, Júlio César se emocionou em campo e foi consolado pelos demais jogadores. No gol, as duas defesas que garantiram o Brasil nas quartas de final: as cobranças de Pinilla e Sánchez, dois dos jogadores mais perigosos do Chile. Para o Brasil, David Luiz, Marcelo, Neymar marcaram.



FICHA TÉCNICA

BRASIL 1 (3) x (2) 1 CHILE

BRASIL - Julio Cesar; Daniel Alves, Thiago Silva, David Luiz e Marcelo; Luiz Gustavo, Fernandinho (Ramires) e Oscar (Willian); Neymar, Hulk e Fred (Jô). Técnico: Luiz Felipe Scolari.

CHILE - Bravo; Francisco Silva, Medel (Rojas) e Jara; Isla, Díaz, Aránguiz, Vidal (Pinilla) e Mena; Sánchez e Vargas (Gutiérrez). Técnico: Jorge Sampaoli.

GOLS - David Luiz, aos 17, e Sánchez, aos 31 minutos do primeiro tempo.

CARTÕES AMARELOS - Jô, Luiz Gustavo e Hulk (Brasil); Mena, Pinilla e Francisco Silva (Chile).

ÁRBITRO - Howard Webb (Fifa/Inglaterra).

RENDA - Não disponível.

PÚBLICO - 57.714 pessoas.

PÚBLICO - Estádio do Mineirão, em Belo Horizonte (MG).

NE10

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